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Foto: Sérgio Berezovsky |
Viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950: "você quer ser jornalista?“;
Entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira e quatro anos depois transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril;
Em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou a revista REALIDADE, cujo forte era a reportagem;
“Trabalhar na Realidade foi a realização do sonho de todo jornalista, por várias razões: liberdade para criar, liberdade para executar, independência em relação à opiniões do patrão, alto salário, espírito de equipe [...] recursos para cumprir pautas que demandavam alto investimento [...] e a extrema satisfação em mexer com a cabeça do brasileiro, para mim o objetivo maior do jornalismo.” Também foi editor do jornal O Diário, de Ribeirão Preto junto com José Hamilton Ribeiro;
Em 1997 fundou a Caros Amigos, que dirigiu até duas semanas antes de morrer.
Como editor da Caros: “Escreva sobre algo que o esteja satisfazendo (intelectualmente, claro) ou
algo que o esteja desagradando.”
Dizia que as pautas eram apenas para as reportagens e entrevistas.
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ANTICURSO CAROS AMIGOS - “Como não enriquecer na profissão”
Objetivo de discutir a profissão do ponto de vista prático e ideológico, tratar de temas polêmicos como a exigência do diploma, a imparcialidade e a grande imprensa.
“Quando Bertolt Brecht escreveu que havia homens imprescindíveis porque lutavam a vida inteira, certamente pensou em alguém como o jornalista Sérgio de Souza. Quando Miguel de Cervantes imaginou seu cavaleiro magro, alto e inconformado com as injustiças, talvez conhecesse alguém como Souza viria a ser numa carreira que fez do jornalismo, verdadeiramente, um sacerdócio.” (Juca Kfouri)

*Trabalho feito em 2009 para a disciplina Técnicas de Apuração, sob supervisão da Profa. Dra. Paula Melani Rocha.



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