terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sérgio de Souza - Serjão (1934 – 2008)


Foto: Sérgio Berezovsky
     Mais conhecido como Serjão, Sérgio nasceu em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista. Não chegou a fazer curso superior. Não gostava de dar entrevistas, era tímido diante de uma câmera ou microfone. Morreu em 26 de março de 2008 deixando viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos;

     Viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950: "você quer ser jornalista?“;

     Entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira e quatro anos depois transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril;

     Em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou a revista REALIDADE, cujo forte era a reportagem;

     “Trabalhar na Realidade foi a realização do sonho de todo jornalista, por várias razões: liberdade para criar, liberdade para executar, independência em relação à opiniões do patrão, alto salário, espírito de equipe [...] recursos para cumprir pautas que demandavam alto investimento [...] e a extrema satisfação em mexer com a cabeça do brasileiro, para mim o objetivo maior do jornalismo.”
     Também foi editor do jornal O Diário, de Ribeirão Preto junto com José Hamilton Ribeiro;

     Em 1997 fundou a Caros Amigos, que dirigiu até duas semanas antes de morrer.

     Como editor da Caros: “Escreva sobre algo que o esteja satisfazendo (intelectualmente, claro) ou
algo que o esteja desagradando.”

     Dizia que as pautas eram apenas para as reportagens e entrevistas.

     ANTICURSO CAROS AMIGOS -  “Como não enriquecer na profissão”

      Objetivo de discutir a profissão do ponto de vista prático e ideológico, tratar de temas polêmicos como a exigência do diploma, a imparcialidade e a grande imprensa.

                                                                        “Quando Bertolt Brecht escreveu que havia homens imprescindíveis porque lutavam a vida inteira, certamente pensou em alguém como o jornalista Sérgio de Souza. Quando Miguel de Cervantes imaginou seu cavaleiro magro, alto e inconformado com as injustiças, talvez conhecesse alguém como Souza viria a ser numa carreira que fez do jornalismo, verdadeiramente, um sacerdócio.” (Juca Kfouri)













*Trabalho feito em 2009 para a disciplina Técnicas de Apuração, sob supervisão da Profa. Dra. Paula Melani Rocha.

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