quarta-feira, 9 de março de 2011

O Golpista do Ano


     Falar sobre este filme é interessante. Não pela trama em si, mas pelo fato que envolve o momento em que fomos (meu namorado e eu) à locadora.
     Dentre tantos e tantos encartes de DVD’s (dramas, romances, suspense) escolhemos este, classificado como uma comédia. Gostamos pela sinopse e por já ter ouvido falar na história pouco comum contada pelo filme. Um homem casado com uma mulher resolver largar tudo e ir atrás de um verdadeiro amor: um homem. 

     A moça do caixa (uma morena, aparentando ter uns 24 anos e grávida de mais de cinco meses) disse na hora de registrar o pedido:
     - Moça, este filme não é comédia não viu?
     E eu:
     - É sim, está dizendo aí atrás.
     Ela:
     - Mas tem alguma criança que vai assistir?
     Eu sem entender ainda do que se tratavam os questionamentos:
     - Não. Por quê?
     Ela:
     - Ah, porque ele tem umas cenas impróprias. Não tem nada de comédia. Mostra dois homens se beijando e outras coisas mais.
     Eu olhei para o meu namorado e vi que ele estava pensando a mesma coisa que eu. Ela interou:
     - Vai levar ele mesmo moça? É muito nojento e gay.
     Tentando acabar com o assunto eu disse categoricamente:
     - Sim. Nós vamos levar este sim!

     O filme é comédia. Uma comédia interessante. Diferentemente do esperado pela moça do caixa, que deve ser aqueles filmes nos quais  há uma mocinha e um mocinho em um conflito amoroso e a família de ambos tem algum tipo de distúrbio social, ou alguma característica que os tornam engraçados a um pequeno play no controle remoto.
     Além do gênero, a história é uma lambida na cara dos preconceituosos. Aliás, uma baita lambida. Até porque a trama é feita de uma forma muito interessante e o final é inesperado. Sem contar o elenco com Jim Carrey e com a participação inusitada do ator brasileiro Rodrigo Santoro. 

Fanny Victória

Um comentário:

Fernanda disse...

Oi, Fanny!

Vi seu blog pelo facebook, e me interessou bastante esse seu post sobre o episódio na locadora. Impressionante como ainda tem muita gente nesse mundo com um preconceito escroto enraizado quando o assunto é opção sexual.

Não assisti ao filme, até porque não sou muito fã de comédias (acredite, eu gosto do Jim Carrey atuando em dramas, vai entender) mas a temática me lembrou um curta que assisti há algumas semanas atrás e que me deixou simplesmente fascinada. Chama-se "Eu não quero voltar sozinho". O roteiro e a direção são de Daniel Ribeiro. A estreia foi no meio do ano passado, e o curta não para de ganhar prêmios, tanto nacionais quanto internacionais. Trata da homossexualidade com uma simplicidade e uma sutileza ímpares. Vale a pena conferir. http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI

Bjo