sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Saramago para os diferentes

Isso mesmo: Saramago para os diferentes. Este título se refere à forma incomum usada pelo autor para dar fim às suas obras. Nada de final bonitinho e linear. 
Como prometido há algumas postagens abaixo, terminei o livro 'Ensaio Sobre a Lucidez' há alguns dias e estou aqui, não para contar-lhes o final, mas para contar-lhes sobre a ótima experiência de ter chegado às últimas páginas deste livro.
Um enredo rebuscante (sim, pois como disse antes, o livro faz referência ao anterior 'Ensaio Sobre a Cegueira') e tradutor do sentimento de uma população literalmente abandonada pelo poder público e que consegue "se virar sozinha" mesmo assim. Tradutor também do sentimento de que para tudo há um culpado. No caso, uma culpada. 
Um final sem justiça, sem perdão, sem escrúpulos. Um final inesperado pelo senso comum. Confesso que por pouco não me deixei cair por tal pensamento igual, mas consegui refletir sobre os motivos que o levaram a dar tal ensejo à história.



Mudando um pouco de assunto

No site da Fundação José Saramago, encontrei informações sobre um concurso de fotografia. Para quem se interessar, clique aqui, para ver o edital.
Em breve mais informações por aqui.

2 comentários:

Rafael Conti disse...

Muito bom, Fanny.

Me deu vontade de ler esse livro. Acho ensaio sobre a cegueira um livro muito marcante, e um filme digno do mesmo adjetivo.

Ensaio sobre a Lucidez será um dos meus próximos livros, assim como outros do Saramago. Gosto cada vez mais do seu jeito de dizer as coisas.

Unknown disse...

Ensaio sobre a Lucidez é meu livro de cabeceira. Mostra a mecânica politica como ela realmente é. Saramago é genial e sagaz. Descontextualizando espaços, fronteiras pessoas e nomes, mostrando a realidade ao nosso lado. Lendo seus comentários deu até vontade de ler o livro novamente... pela milésima vez... rs