quarta-feira, 28 de julho de 2010

Teatro


PERSONA

--------------------------------------------------------------------------------

PERSONAGENS

Lilian
Thiago
Fernando
Mateus
Marinna
Fanny
Nádia
Avelino


Presente; Batatais/SP

--------------------------------------------------------------------------------


PRIMEIRO ATO

Casa antiga, centro de reuniões do AA. Portão azul. Banco na entrada. Lousa com alguns escritos. Quadros, com dizeres contra a bebida, pendurados por todos os lados. Mesas e cadeiras escolares encostadas à parede. À direita uma saída para o quintal, uma mureta. À esquerda uma porta de entrada da casa. É dia.

Dia. Frio. Pé. Calçado. Mão direita. Mão esquerda. Círculo. Olho. Olho. Olhares. Perguntas. 5 minutos. Caminhar. Preencher. Espaço. Bandeja no rio. Perguntas. 10 informações. Círculo. Olho. Olho. Olhares. Caminhar. Preencher. Espaço. Bandeja no rio. Encontrar-se no outro. Pensar. Imaginar. Aproximação. Segurança.

Que a partir de então possamos nos aproximar cada vez mais do teatro, seja por meio da música, seja por meio da relação entre o grupo, seja por meio de um olhar. Ah, um olhar. Olhar no olho de outra pessoa, assim, firmemente, sempre me foi uma dificuldade. Não que eu esconda algo ou que esteja sempre mentindo, como algumas teorias de comportamento dizem. Eu simplesmente tenho essa dificuldade. Por quê? Não sei, mas pretendo descobrir.

No singelo primeiro dia da Oficina de Teatro Persona, que aqui chamo de ‘primeiro ato’ não porque escrevo peças teatrais ou algo parecido, mas sim pelo real sentido destas duas palavras Nos encontramos no sábado à tarde, um encontro marcado, pré-meditado, porém cheio de surpresas. Tornamo-nos então, a partir daquele dia, ‘personagens’, não que desde então já encenamos e encarnamos papéis, mas sim porque na minha imaginação quem faz parte da Persona se torna um personagem, claro! Como poderia ser diferente?

Um comentário:

Sheila disse...

Mas não somos mesmo personagens? Personagens de nossa própria tragicomédia, texto representado de improviso onde o persagem do outro entra e sai do palco sem "deixas", sem suspense. Muitas vezes o palco nos permite monólogos outras vezes só fazemos figuração. Sem valsas e sonoplastias encenamos aquilo que somos e onde os aplausos são as batidas do coração.

Bjus da sua amiga leitora mais fiel... kkk